Um Bjo!Say It!
Artesanato na região Sudeste
O artesanato do sudeste caracteriza por uma grande parte nascida na aculturação e adaptação ao meio, combinando artes técnicas herdadas dos índios, dos colonizados, europeus, dos negros chegados como escravos.O artesanato é diversificado com grande quantidade de peças em pedra sabão e ferro.
O artesanato do sudeste caracteriza por uma grande parte nascida na aculturação e adaptação ao meio, combinando artes técnicas herdadas dos índios, dos colonizados, europeus, dos negros chegados como escravos.O artesanato é diversificado com grande quantidade de peças em pedra sabão e ferro.
Os portugueses quando avistaram as terras de São Vicente, encontraram um povo colorido que por estas bandas viviam. Foram os primeiros a chegarem e a serem recebidos por braços hospitaleiros. Depois dos patrícios, muitos outros também aportaram: espanhóis, italianos, alemães, japoneses e outros tantos, e cada povo trouxe em sua bagagem muita vontade de vencer e saudade de sua terra natal. Ora, o trabalho ocupava grande espaço, mas para visualizar suas raízes eram de suas mãos que brotavam cerâmicas, rendas, bordados e comidas típicas de cada região.
E assim nasceu o Estado de São Paulo, cheio das tradições e das cores do mundo.
Chuvas é o nome que se dá a essa modelagem com barro, seca ao sol (não cozida) que reúne imagens de galinha d´angola, pavões, pássaros, anjos e crianças extremamente coloridas exatamente como essas artesãs de Taubaté enxergam a vida.
Apiaí, que significa rio dos homens ou dos meninos é o berço de ceramistas famosos. Situada no Vale do Ribeira, SP. Ali encontramos santeiros como José Aparecido Machado de Lima, escultor deste sagrado Santo Expedito.
De origem iorubá, a palavra abayomi pode ser traduzida como "meu presente" ou "aquela que traz minhas qualidades". As bonecas não poderiam ter nome melhor! Há 11 anos, a artesã, educadora popular e militante do Movimento de Mulheres Negras, Lena Martins, imaginou e fez uma boneca de pano muito simples, sem o uso de cola, ou costura: só nozinhos dariam forma à silhueta. Estava formada a Cooperativa Abayomi. Reunidas, essas oito mulheres dão continuidade a um trabalho que começou em 1988, produzindo com retalhos bonecas-sonho. Feitas com sobras de tecido as bonecas Abayomi ganham forma de personagens da mitologia, do folclore, do momento atual. Um exemplo? Se as doações vêm de barracões de escolas de samba as bonecas terão muita cor, brilho e alegria. Com 1 cm ou, no máximo 1,50 m de altura, sempre negras, essas criações têm como objetivo estimular a reflexão sobre as diferenças raciais, sociais e culturais entre os seres humanos, ao mesmo tempo que despertam a memória afetiva em cada um de nós.
Símbolo da cultura popular do Espírito Santo, a panela de barro preto "autêntica" tem grife: Associação das Paneleiras de Goiabeiras. Arte que sofreu pouquíssimas alterações nestes quatro séculos de existência. Herança passada de mãe para filha, o trabalho começa com a extração da argila, no barreiro do Vale do Mulembá, bairro Joana D'Arc. Uma vez limpa, amassada e hidratada, a bola de argila é colocada sobre uma superfície plana e vai sendo moldada manualmente (lá ninguém usa torno) até ganhar a forma de panela, fôrma, cumbuca... Depois de alisadas, acarinhadas, as peças são postas para secar. A seguir, são acomodadas num leito de madeira onde uma chama viva queima as peças lenta e cuidadosamente. O processo de tingimento, chamado de açoite, é feito com um maço de vassourinha do campo mergulhada em tinta de tanino. Exatamente com há 400 anos. Berenícia Correa Nascimento, autora da peça fotografada ensina a técnica de curar a panela antes de usá-la na preparação de alimentos: unte toda a panela, por dentro e por fora, com óleo de cozinha e leve ao fogo até o óleo secar. Deixe esfriar, lave e use.
Bibliografia:
kesiavieira.files.wordpress.com/2008/09/regiao-sudeste.ppt


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